Universidade Positivo renova parceria para pesquisa sobre fauna em áreas de restauração

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Há três anos iniciamos uma parceria com a Universidade Positivo (UP), via curso de graduação de medicina veterinária, com o apoio a um projeto de iniciação científica (PIC) que monitora mamíferos de médio e grande porte em áreas restauradas no Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema (PEVRI), no Mato Grosso do Sul. O Mater Natura atua com projetos de restauração ecológica na região desde 2018, com o apoio do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (IMASUL).

A parceria com a UP foi renovada por mais dois anos e ganhará um novo desdobramento: um estudo de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Gestão Ambiental, que ampliará o monitoramento para toda a área do PEVRI e seu entorno imediato. Além de continuar avaliando a relação entre fauna e restauração, a pesquisa também analisará os impactos dos incêndios florestais sobre os mamíferos terrestres – um problema agravado pelas mudanças climáticas nos últimos anos, que ameaça cada vez mais a biodiversidade da região.

Projeto de iniciação científica completa três anos de monitoramento de mamíferos de médio e grande porte em áreas de restauração ecológica no PEVRI/Mato Grosso do Sul

A parceria com a UP ocorre em conjunto com o projeto Reconecta Alto Paraná – Restaurando corredores e unindo pessoas, realizado pelo Mater Natura desde 2021 na região, em parceria técnico-financeira com o WWF-Brasil, com apoio da Rede Gestora do Corredor de Biodiversidade do Rio Paraná. Com foco na restauração de áreas que contribuam para manutenção de corredores ecológicos, a iniciativa promove também ações que beneficiam a fauna, essenciais para a formação de florestas com vida no futuro, e tem como premissa a articulação territorial e o fortalecimento de parcerias estratégicas.

Além da parceria com a UP, o Reconecta Alto Paraná atua também em conjunto com o Projeto Onças do Iguaçu (POI), que apoia na prospecção de áreas para restauração no Parque Nacional do Iguaçu (PNI), para ampliar a proteção da onça-pintada. 

Além da restauração ecológica pelo plantio de árvores, o projeto “Reconecta Alto Paraná” promove ações que beneficiam a fauna para contribuir com florestas com vida

Monitoramento da fauna e contribuição para a restauração

Desde 2022, estudantes de Medicina Veterinária da UP realizam pesquisas no PEVRI por meio de armadilhas fotográficas e da busca ativa de vestígios em campo. O objetivo é entender como a mastofauna terrestre contribui para a dispersão de sementes e a regeneração florestal.

Até o momento, o monitoramento já identificou 22 espécies de mamíferos de médio e grande porte, sendo que nove delas estão ameaçadas de extinção, incluindo o cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus), o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), a anta (Tapirus terrestris) e a onça-pintada (Panthera onca).

A área monitorada abrange aproximadamente 240 hectares restaurados pelo Mater Natura. Durante os três anos de pesquisa, foram registrados 1.658 avistamentos da fauna, reforçando a importância da restauração ecológica para a recuperação das funções ecossistêmicas e para a biodiversidade do bioma.

Com armadilhas fotográficas e busca de vestígios em campo, o monitoramento avalia o perfil de dispersão de sementes pela mastofauna terrestre e a contribuição para a restauração ecológica no PEVRI

Atuação de longo prazo 

A atuação do Mater Natura na região do Alto Paraná ocorre há cerca de 20 anos. Nos últimos dez anos, em conjunto com a Rede Gestora do Corredor de Biodiversidade do Rio Paraná, as ações tiveram foco em planejamento territorial, governança, restauração ecológica, entre outros trabalhos. Entre setembro de 2017 e janeiro de 2022, desenvolvemos na região um projeto de restauração ecológica de 351 ha, patrocinado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES.

Em dezembro de 2019, o Mater Natura e o WWF-Brasil iniciaram uma parceria para a construção do Plano de Restauração da Mata Atlântica na Ecorregião do Alto Paraná, com foco no território que se estende do PNI ao PEVRI, passando pelo Parque Nacional de Ilha Grande (PNIG). Por meio de oficinas temáticas, foi realizada a prospecção de 700 hectares para a restauração ecológica nas áreas escopo do plano, com o envolvimento de mais de 150 pessoas. A iniciativa teve o apoio da Rede Gestora do Corredor de Biodiversidade do Rio Paraná e do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, entre outros especialistas.

Em junho de 2021, como continuidade destas ações e início da implementação do Plano de Restauração, WWF-Brasil e Mater Natura firmaram uma nova parceria para restauração ecológica de 200 hectares até dezembro de 2025, pelo projeto Reconecta Alto Paraná.

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