Cartilha mostra por que as Unidades de Conservação fazem parte da vida de todos

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De onde vem a água que chega à nossa torneira? O que as florestas têm a ver com o clima, a produção de alimentos e a economia? E por que fortalecer as Unidades de Conservação é importante mesmo para quem vive longe de uma área protegida?

Essas são algumas das questões abordadas na cartilha “#VivaAConservação – Pelo fortalecimento das UCs”, produzida pelo Mater Natura – Instituto de Estudos Ambientais. A publicação faz parte da campanha #VivaAConservação, iniciativa que busca ampliar o conhecimento sobre o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) e mobilizar a sociedade em defesa do fortalecimento das áreas protegidas.

Com linguagem acessível e visual, a cartilha parte de situações muito próximas do cotidiano para mostrar que conservar a natureza não significa apenas proteger paisagens ou espécies. Florestas, manguezais, rios e outros ecossistemas ajudam a garantir água, regulação do clima, produção de alimentos, proteção costeira e diferentes atividades econômicas. Como resume a própria publicação: “A natureza é o que sustenta tudo.”

Afinal, o que são as Unidades de Conservação?

A publicação explica de maneira simples o que são as Unidades de Conservação (UCs) e como funciona o SNUC, criado pela Lei nº 9.985/2000. Também apresenta a diferença entre as UCs de Proteção Integral e de Uso Sustentável, ajudando a enfrentar uma ideia ainda comum: a de que toda área protegida é um espaço onde a presença e as atividades humanas são proibidas.

No litoral do Paraná, essa discussão é especialmente relevante. A região reúne uma extensa rede de áreas protegidas, além de povos e comunidades tradicionais que mantêm relações históricas com esses territórios. A cartilha destaca que a conservação depende do trabalho conjunto de comunidades, gestores públicos, pesquisadores, organizações da sociedade civil e proprietários de áreas naturais.

Ao longo das páginas, exemplos mostram como as áreas naturais protegidas estão conectadas à vida cotidiana. As florestas ajudam a regular e filtrar a água que abastece as cidades; polinizadores contribuem para a produção de alimentos; manguezais protegem a costa e funcionam como berçários para espécies importantes para a pesca; e a vegetação das UCs mantém grandes estoques de carbono, contribuindo para a regulação climática.

Das ameaças à ação

A cartilha também chama atenção para pressões que afetam as UCs, entre elas atividades ilegais e predatórias, expansão sobre áreas frágeis, grandes empreendimentos, espécies exóticas invasoras, incêndios, mudanças climáticas e propostas de enfraquecimento das regras de proteção.

Mas a publicação não para no diagnóstico. A parte final mostra caminhos concretos para participar da conservação: conhecer as UCs da região, acompanhar conselhos gestores e audiências públicas, visitar áreas protegidas de forma responsável, compartilhar informações confiáveis, apoiar iniciativas de restauração e corredores ecológicos e participar dos espaços de decisão.

A mensagem central é direta: a conservação não acontece apenas dentro das florestas ou das Unidades de Conservação. Ela também depende das escolhas e da participação da sociedade.

A cartilha integra as ações da campanha #VivaAConservação, realizada pelo Mater Natura e financiada pelo Programa Biodiversidade Litoral do Paraná (BLP), com recursos do Termo de Acordo Judicial celebrado entre o Ministério Público Federal, o Ministério Público do Estado do Paraná e a Petrobras, sob interveniência do FUNBIO e do ICMBio.

Acesse, compartilhe e ajude a colocar as Unidades de Conservação cada vez mais no centro da conversa sobre o futuro dos nossos territórios: https://maternatura.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Cartilha-Viva-a-Conservacao.pdf

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