Projeto de restauração ecológica “Elos da Mata Atlântica” é apresentado no Sudeste do Paraná

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Ana Paula Silva, coordenadora do projeto “Elos da Mata Atlântica”, do Mater Natura, apresenta a iniciativa no evento em Teixeira Soares/PR. Foto: Amanda Samways

Nosso projeto “Elos da Mata Atlântica: Corredores para a Reconexão Ecológica” foi oficialmente apresentado à comunidade local em 11 de fevereiro em Teixeira Soares/PR. A cidade foi escolhida por ser território comum ao projeto “Conectando Biodiversidades e Consciências na Mata Atlântica”, executado pela Aesca – Associação Estadual de Cooperação Agrícola, que atua em paralelo na região, com foco em educação socioambiental e fortalecimento comunitário. Ambos os projetos fazem parte de edital do Programa Floresta Viva, com gestão do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Philip Morris Brasil.

A iniciativa marca o início de um esforço conjunto para integrar conservação ambiental, desenvolvimento rural e engajamento social no Sudeste do Paraná. Estiveram presentes no evento representantes dos financiadores dos projetos, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), lideranças, parceiros locais, entre outros.

Com duração de 48 meses, o projeto do Mater Natura pretende restaurar pelo menos 200 hectares de áreas degradadas e criar corredores ecológicos para conectar fragmentos da Floresta com Araucária, um dos ecossistemas mais ameaçados do bioma Mata Atlântica.  As ações incluem monitoramento contínuo, capacitação de agricultores e assentados da reforma agrária, além de incentivo à cadeia produtiva local, promovendo práticas sustentáveis e oportunidades econômicas para as comunidades.

Vista aérea de área de atuação dos projetos, no Sudeste do Paraná. Foto: Arquivo/Mater Natura

Segundo a coordenadora do projeto, Ana Paula Silva, restaurar não é apenas plantar árvores, mas construir processos duradouros de participação social e reconexão da paisagem. “Queremos fortalecer caminhos para uma Mata Atlântica mais resiliente e viva”, afirma, ressaltando o papel do diálogo territorial entre ciência, produção rural e conservação.

Parceria estratégica e agenda conjunta

Participantes do evento de apresentação dos projetos em Teixeira Soares/PR. Foto: Amanda Samways

O lançamento reuniu representantes das instituições executoras, parceiros técnicos e autoridades dos municípios de Teixeira Soares, Fernandes Pinheiro e São João do Triunfo. Enquanto o Mater Natura, com mais de 40 anos de atuação, desenvolve projetos de conservação, recuperação ambiental, políticas públicas e manejo sustentável, a Aesca, com mais de 25 anos de experiência, foca em capacitação de agricultores, educação socioambiental e fortalecimento comunitário, promovendo práticas rurais sustentáveis.

A atuação em rede busca ampliar a conectividade entre fragmentos florestais, fortalecer políticas públicas e aumentar a resiliência das comunidades frente às mudanças climáticas.

O projeto “Elos da Mata Atlântica” tem também como parceiros o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária do Paraná (INCRA-PR), o Instituto Água e Terra (IAT), o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), prefeituras municipais, viveiristas e organizações da sociedade civil, especialmente  a Sociedade Chauá.

Além da restauração florestal, os projetos têm como meta promover capacitação, monitoramento ecológico, pesquisa e fomento à cadeia produtiva local, conciliando conservação ambiental, conhecimento e desenvolvimento econômico. Para o presidente do Mater Natura, Paulo Pizzi, os projetos inauguram um novo ciclo de atuação regional. “Há mais de quatro décadas trabalhamos pela conservação da biodiversidade e, com o projeto ‘Elos da Mata Atlântica’, ampliamos a capacidade de reconectar paisagens e criar condições concretas para a sobrevivência da flora e da fauna da região”, destaca. 

Confira como foi o evento:

Fotos: Amanda Samways

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