Mater Natura aprova projeto junto ao MMA e Funbio

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O projeto “Refloresta o Lagamar: fortalecimento de áreas protegidas e da cadeia produtiva de restauração para conservação da Mata Atlântica” propõe a restauração e enriquecimento florestal de 181,1 hectares da vegetação nativa em sete Unidades de Conservação estaduais e privadas do Lagamar paranaense e a ampliação da cadeia produtiva de sementes e mudas destinadas à restauração florestal no litoral do Paraná. 

Os modelos de enriquecimento florestal visam aumentar a diversidade de espécies, contribuindo para o incremento da biodiversidade através do plantio de 70.000 mudas de espécies finais da sucessão ecológica (secundárias tardias e climáticas).  As áreas com solo degradado e domínio de espécies invasoras serão submetidas ao preparo do terreno para posterior plantio heterogêneo de 15.000 mudas, cujo objetivo é inserir espécies de recobrimento e diversidade simultaneamente. 

Por meio da parceria estabelecida entre o Mater Natura – Instituto de Estudos Ambientais e o Governo do Estado do Paraná, por meio do Instituto Água e Terra (IAT) / Diretoria do Patrimônio Ambiental, o projeto irá viabilizar a produção de mudas de espécies ameaçadas, raras e com intenso histórico de exploração local, aumentando a diversidade de mudas produzidas no Viveiro do Estado, localizado no município de Morretes. 

Serão identificadas áreas potenciais para reserva de árvores matrizes de espécies foco e a coleta de suas sementes, que serão encaminhadas ao Laboratório de Beneficiamento de Sementes Felipe Diapp do IAT para posterior semeadura no Viveiro de Morretes. As mudas produzidas serão destinadas tanto ao projeto como ao Programa Paraná Mais Verde, que destina anualmente milhares de mudas para doação à disposição da população paranaense para a recuperação dos processos ecológicos de áreas degradadas e alteradas do Estado. 

O projeto também prevê um ciclo de capacitações em parceria com a Sociedade Chauá visando garantir a ampliação do arranjo de atores locais com potencial de atuação futura na restauração ecológica, fomentando possibilidades de continuidade do trabalho iniciado em escala regional. As capacitações irão envolver outros atores locais também atuantes da cadeia produtiva para restauração, entre eles, associações e organizações da sociedade civil, comunidade científica, outros viveiros municipais e particulares, produtores rurais e comunidades locais.

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