Entre encontros nacionais, espaços de governança, atividades de educação ambiental e construção participativa de conhecimento, as atividades realizadas nas últimas semanas envolveram redes e organizações socioambientais, gestores públicos, pesquisadores, comunidades, profissionais do turismo, estudantes e instituições de ensino. Elas reforçam a importância da participação social, da cooperação e da integração entre conhecimento científico, saberes locais, educação e inovação para enfrentar os desafios da conservação.
Experiência do Mater Natura contribui para debate sobre restauração no Sul do Brasil
Nos dias 5 e 6 de outubro, o Mater Natura também participou da Conferência Entre Campos, Florestas e Cidades – Caminhos para a restauração, biodiversidade e proteção das águas, realizada em Campo Largo (PR) pela Sociedade Chauá e pela Prefeitura Municipal de Campo Largo. O encontro reuniu diferentes elos envolvidos na restauração ecológica para discutir desafios, compartilhar experiências e buscar caminhos para ampliar a qualidade e a escala da restauração no Sul do Brasil.
Representando o Mater Natura, a coordenadora de projetos Mônica Gabira participou como palestrante no dia 06, levando ao encontro a experiência da instituição na pesquisa e implementação de iniciativas de restauração ecológica. Engenheira florestal e doutora em Engenharia Florestal, Mônica atua especialmente nas áreas de silvicultura de espécies nativas, tecnologia de sementes e produção de mudas e integra projetos que articulam pesquisa científica, restauração em campo e fortalecimento da cadeia produtiva da restauração.
Junto com Mônica, Marta Pontes Gonçalves, liderança do Quilombo Rio Verde e do negócio comunitário de coleta sementes desenvolvido em conjunto com o Mater Natura, participou da palestra, falando sobre o fortalecimento da cadeia comunitária de sementes e mudas nativas.



Robótica e conservação: estudantes buscam soluções para espécies exóticas
No dia 5 de outubro, a sede do Mater Natura, em Curitiba, recebeu uma visita que aproximou conservação da biodiversidade, educação e tecnologia. Alunos da equipe de robótica Atomic Bots, da Escola Municipal Professor Herley Mehl, no bairro Pilarzinho, procuraram a instituição para conhecer desafios enfrentados na prática por projetos de conservação.
Os estudantes participam do FIRST® LEGO® League Challenge, competição de robótica que, nesta temporada, propõe o desenvolvimento de soluções inovadoras relacionadas a problemas reais que ameaçam a biodiversidade.
Durante a visita, o grupo conheceu em detalhes o trabalho realizado pelo projeto Olha o Clima, Litoral! para o manejo de braquiárias-d’água, plantas exóticas invasoras presentes em áreas úmidas do litoral paranaense. A equipe buscou compreender como é feita a remoção dessas plantas e, principalmente, quais dificuldades são encontradas durante o processo.
A partir desse contato com um problema real de conservação, os estudantes pretendem desenvolver o protótipo de um equipamento que possa contribuir para superar algum dos desafios atualmente enfrentados pelo projeto no manejo das espécies invasoras.



Mobilização coletiva contra os resíduos no litoral
Em setembro, a atuação em rede ganhou também as praias e manguezais do litoral paranaense. O projeto Olha o Clima, Litoral!, realizado pelo Mater Natura em parceria com a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, participou da organização de mutirões relacionados ao World Cleanup Day. As ações ocorreram em Antonina, no dia 17 de setembro, e em Pontal do Paraná, no dia 19, reunindo organizações parceiras, comunidades e voluntários em atividades de retirada de resíduos dos ambientes costeiros.

Diferentes vozes ajudam a contar a história das Ilhas dos Currais
A participação social também está no centro das atividades desenvolvidas pelo projeto Diálogo UC. Entre agosto e setembro, o projeto promoveu uma sequência de oficinas e rodas de conversa sobre o Parque Nacional Marinho das Ilhas dos Currais (PNMIC), no litoral do Paraná. Os encontros reuniram os gestores da UC, em 20 de agosto; atores ligados ao turismo e ao uso público, em 9 de setembro, e pesquisadores, em 15 de setembro. As atividades fazem parte de um processo de escuta dos diferentes grupos que se relacionam com a Unidade de Conservação, que inclui também pescadores.
As contribuições serão utilizadas na produção de uma cartilha sobre o Parque, construída a partir das diferentes perspectivas sobre o território, sua biodiversidade, seus usos e seus desafios. Para garantir que essa diversidade de vozes esteja presente também na elaboração do material, um comitê formado por representantes dos diferentes grupos e pelo Grupo de Trabalho Territorial do PNMIC participará da construção e revisão colaborativa da publicação.




Educação ambiental aproxima crianças da Lagoa do Parado
No dia 16 de setembro, foram entregues exemplares impressos de uma cartilha educativa sobre o Parque Natural Municipal Lagoa do Parado, produzida pelo Grupo de Trabalho Territorial do Parque a partir de atividades de educomunicação e educação ambiental realizadas em parceria com o Instituto Federal do Paraná (IFPR).
O processo envolveu crianças da Escola Municipal Rural Professora Elvira Detroz Amorim, localizada na comunidade rural da Limeira, em Guaratuba. Os exemplares foram destinados à própria escola e à Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Guaratuba, ampliando as possibilidades de utilização do material em ações educativas no município.



Articulação nacional pela conservação e restauração
No dia 02 de setembro, participamos da terceira etapa do Encontro Nacional do Diálogo Florestal 2026 – Diálogos para a Biodiversidade. O encontro reuniu representantes de diferentes setores para debater caminhos e construir convergências em torno da conservação da biodiversidade. A participação integra a atuação institucional do Mater Natura no Diálogo Florestal, rede da qual a organização participa também por meio de articulações regionais.

A restauração ecológica também esteve em pauta no dia 4 de setembro, durante reunião da Força-Tarefa do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica para os Territórios da Restauração. O Mater Natura integra o Pacto e atua como Unidade Regional no Paraná, contribuindo para fortalecer a articulação entre instituições e iniciativas voltadas à recuperação da Mata Atlântica.



