O ano começa com boas notícias: iniciamos 2026 com três novos projetos voltados para a adaptação às mudanças climáticas, aprovados e prontos para entrar em execução.
As propostas incluem mobilização comunitária, restauração ecológica e ciência aplicada à gestão pública, apontando para uma mesma direção: enfrentar a crise climática exige ação territorial, participação social e compromisso institucional de longo prazo — das cidades e suas periferias até a beira do mar.
Saiba quais são os projetos:
Olha o Clima, Litoral!

Imagem aérea de uma das principais áreas de manguezais do litoral do Paraná, em Antonina. Foto: Gabriel Marchi
Financiado pela Petrobras, pelo Programa Petrobras Socioambiental, o projeto “Olha o Clima, Litoral!” foi desenvolvido entre os meses de outubro de 2022 a agosto de 2025, nos sete municípios do litoral do Paraná. A segunda fase do projeto deve iniciar em abril de 2026, e terá duração de quatro anos, com foco nos manguezais e ambientes associados, ecossistemas estratégicos para a manutenção da biodiversidade e maior adaptação às mudanças climáticas.
A iniciativa prevê a restauração de 15 hectares de áreas prejudicadas por espécies exóticas invasoras de capim (as braquiárias-d’água) em Antonina/PR, com o monitoramento de fauna e flora antes e depois das intervenções, além do mapeamento de 200 hectares de manguezais e brejos salinos para priorização de restauração em Paranaguá/PR. O projeto avançará na articulação territorial e promoverá oficinas municipais e intermunicipais para fortalecer a gestão climática na região.
Estão também previstas ações com pescadores artesanais, marisqueiras e escolas públicas, ampliando o alcance comunitário das atividades. A comunicação aparece como eixo estruturante, garantindo engajamento, transparência e potencial de replicação das práticas desenvolvidas.
Ritmos da Biodiversidade
Em Curitiba, o projeto “Ritmos da Biodiversidade: monitoramento e conservação da biodiversidade para adaptação às mudanças climáticas no Parque Jaime Lerner” terá duração de um ano, com financiamento da Prefeitura de Curitiba, por meio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA) e do Departamento de Mudanças Climáticas.
A iniciativa será realizada em um dos espaços ambientais e culturais mais emblemáticos da cidade, onde estão a Pedreira Paulo Leminski e a Ópera de Arame, propondo uma abordagem integrada de conservação urbana.
Entre as ações previstas estão diagnóstico da vegetação, elaboração de Plano de Restauração Ecológica, plantio de árvores, inventários de fauna e desenvolvimento de uma plataforma de dados abertos. O projeto também aposta em ciência cidadã, com o objetivo de envolver a população no monitoramento da biodiversidade e aproximar gestão pública e participação social.

Equipe do Mater Natura se reúne com representantes municipais e da Defesa Civil para alinhar estratégias do projeto em Curitiba/PR. Foto: Juliana Vitulskis
Campanha de educação climática
Também na capital do estado, um projeto de educação ambiental que realizará uma campanha voltada a mudanças climáticas será desenvolvido ao longo de um ano na Regional do Tatuquara, igualmente com financiamento da Prefeitura de Curitiba, por meio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA) e do Departamento de Mudanças Climáticas.
A proposta parte de um diagnóstico claro: o novo regime climático já é uma realidade, e seus efeitos — chuvas mais intensas, ondas de calor, enchentes e deslizamentos — não atingem todos os territórios da mesma forma.
A ideia é aproximar o debate climático do cotidiano das famílias. Com metodologia participativa, a campanha envolverá lideranças comunitárias, grupos locais, juventudes, associações de bairro e moradores, além de dialogar com a Defesa Civil, gestores da Administração Regional e veículos de comunicação locais. Oficinas, encontros presenciais, materiais educativos e ações de educomunicação buscam fortalecer a capacidade de adaptação da comunidade diante dos riscos ambientais.

Equipe do Mater Natura se reúne com representantes municipais e da Defesa Civil para alinhar estratégias do projeto em Curitiba/PR. Fotos: Juliana Vitulskis


