O Parque Estadual Vila Rica e a conservação da biodiversidade no Paraná

Parceiro: Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Paraná/ Fundo Estadual do Meio Ambiente (FEMA)
Início: 2002
Término: 2003
Financiador: Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (SEMA)/ Instituto Ambiental do Paraná (IAP)

 

O Parque Estadual Vila Rica e a conservação da biodiversidade no Paraná

 

Participação do Mater Natura no Projeto: Instituição proponente e executora

Financiador: Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (SEMA)/ Instituto Ambiental do Paraná (IAP)

Parceiros: Universidade Federal do Paraná – Departamento de Química – Laboratório de Produtos Naturais e Ecologia Química (LAPNEQ); Museu de História Natural do Capão da Imbuia (MHNCI)

Equipe Executora:
Coordenação: Sandra Bos Mikich.
Técnicos: Beatriz Helena Noronha Sales Maia; Michel Miretzki; Gledson Vigiano Bianconi; Arthur Angelo Bispo de Oliveira; Eloísa Wistuba; Leonardo Pussieldi Bastos; Vinícius Abilhoa

 

Descrição:

A biodiversidade regional, que valoriza a composição e a abundância das espécies, depende, dentre outros fatores, da conectividade dos fragmentos florestais. As florestas ciliares podem formar conexões naturais entre habitats isolados, além de apresentarem grande produtividade e riqueza de espécies.

A Floresta Estacional Semidecidual, que cobria boa parte do estado do Paraná, deu lugar aos cultivos agrícolas e às pastagens. A situação não é diferente no município de Fênix, onde está localizado o Parque Estadual de Vila Rica do Espírito Santo (PEVR). Da cobertura florestal original desta região restaram somente alguns fragmentos muito pequenos (máximo 800 ha) cercados por uma matriz completamente alterada. As florestas ciliares dos rios da região também estão bastante descaracterizadas, quando não suprimidas. Assim, a conectividade entre os fragmentos florestais é pequena ou inexistente, comprometendo a manutenção da biodiversidade regional.

Em 1999 o Projeto Malha Florestal, uma iniciativa da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Paraná (SEMA) com apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, realizou a avaliação da situação dos remanescentes florestais e da vegetação ripícola da região de entorno (raio de 30 km) do PEVR. Este estudo concluiu que, embora a situação da cobertura florestal da região exija uma recomposição urgente, pouco se sabe sobre a dinâmica e os impactos desta ação e, portanto, uma série de dados deveriam ser coligidos antes que esta recomposição aconteça para que seus efeitos (positivos e negativos) possam, depois, ser monitorados. Assim, a execução do presente estudo, visou justamente obter os parâmetros para este monitoramento, através de estudos da fauna (aves, mamíferos, répteis, anfíbios e peixes), flora e interação animal/ planta.

Cabe destacar que o PEVR é a área ideal para executar este tipo de avaliação, pois conta com uma base de dados ímpar para sua fauna e flora. Além disso, entrevistas realizadas com moradores da região de entorno do Parque revelaram preocupação com a situação atual da vegetação da margem dos rios, refletida principalmente na diminuição da pesca. Esta conscientização do problema por parte da população local facilita sobremaneira a execução de propostas voltadas à sua solução.

A presente proposta, financiada pelo Fundo Estadual do Meio Ambiente (FEMA), enquadra-se dentro dos objetivos de três programas voltados à conservação das florestas ciliares e manutenção da biodiversidade do Paraná desenvolvidos pelo Estado, o Programa de Conservação e Recomposição de Fundos de Vales, o Programa Florestas Municipais e o Programa Rede da Biodiversidade, os quais podem garantir a sua continuidade.

 

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