Conservação dos sapinhos da montanha (Brachycephalus spp.) do sul do Brasil

Financiador: Fundação Grupo Boticário
Início: Setembro 2019
Término: Julho 2022
Financiador: Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza

 

Conservação dos sapinhos da montanha (Brachycephalus spp.) do sul do Brasil

Participação do Mater Natura no Projeto: Instituição Proponente e Executora

Financiador: Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza

Parceiros: Universidade Estadual Paulista – UNESP; Universidade Federal do Paraná – UFPR; Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUCPR; Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC; Instituto do Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina – IMA.

Equipe Executora:

Responsável Técnico: Marcos Ricardo Bornschein

Técnicos: Marcio R. Pie, Luiz F. Ribeiro, Marcos Eugênio Maes, Selvino Neckel de Oliveira, Glauco Ubiratan Kohler, Mário Júnior Nadaline Barbosa, Mauro Pichorim, Francisco Sekiguchi de Carvalho e Buchmann, Bruno Júlio de Oliveira, Vitor de Carvalho Rocha, Anderson da Rosa, Eduardo de Farias Geisler, Kauan Bassetto dos Santos, Leonardo Leite Ferraz de Campos, Satyabhama Devi Weihermonn de Oliveira, Sophia Kusterko Novaes

Objetivo geral

Identificar as espécies de Brachycephalus do sul do Brasil que são ameaçadas, levantar informações adicionais sobre elas e atuar em prol de sua conservação.

Descrição

Montanhas da Serra do Mar são habitat do grupo particular de anuros denominados sapinhos da montanha (Brachycephalus spp.). Incluem-se entre os menores vertebrados do mundo (<2,5 cm), apresentam efeitos de miniaturização e são dotados de cores vibrantes com neurotoxinas na pele. São diurnos e vivem ocultos sob a serapilheira da floresta, onde são mais facilmente ouvidos do que vistos.

Houve um aumento no interesse sobre essas espécies, com pesquisas dirigidas especificamente a buscá-los em montanhas. Nos últimos 10 anos foram descritas 22 espécies de sapinhos da montanha, das quais 15 do sul do país (12 pela presente equipe), totalizando-se hoje 36 espécies.

Alguns sapinhos da montanha são restritos a um ou poucos topos de montanhas, apresentando distribuições geográficas tão restritas quanto as espécies com menores distribuições no globo. As razões desse grau de restrição começam a ser desvendadas, parecendo relacionadas a condições climáticas. Em florestas tropicais, a temperatura pode baixar de 0,4 °C a 0,7 °C a cada 100 m a mais de altitude e a pluviosidade anual pode aumentar 40 mm, em média, a cada 100 m de incremento altitudinal. Além das restrições do clima nas abundâncias e distribuições das espécies, suas regiões de ocorrência ainda vêm sofrendo retração em área por impactos de origem humana.

A necessidade de ações imediatas para a conservação dessas espécies microendêmicas repercutiu em distintas esferas. Existem ações específicas de conservação previstas no Plano de Ação Nacional dos anfíbios do sul do Brasil, como, também, em recente portaria do Instituto de Meio Ambiente de Santa Catarina voltada para a conservação dos anuros microendêmicos e de distribuição restrita. O presente projeto está em consonância com esses esforços, objetivando levantar dados de distribuição geográfica, demografia, ecologia (envelope climático) e ameaças dos sapinhos da montanha do sul do Brasil para propormos ações e estratégias específicas de conservação.

Proporemos ou revisaremos as categorias de ameaça das espécies do sul do Brasil. Das ameaçadas, teremos novas áreas de ocorrência conhecidas, extensões de ocorrência e áreas de ocupação estimadas, estimativas de população por hábitats, estimativas globais do tamanho populacional, envelope climático inferido e mapeamentos do uso do solo de suas áreas de ocorrência. Por fim, formularemos Planos de Conservação para as espécies ameaçadas, com apoio de diversos especialistas.

 

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