Mater Natura integra encontro nacional sobre restauração e conservação da Mata Atlântica

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O Mater Natura marcou presença no evento “Conexões Vivas para a Restauração da Mata Atlântica”, realizado nos dias 22 e 23 de outubro, na sede da Associação Copaíba, em Socorro (SP). A iniciativa celebrou os cinco anos da parceria entre o WWF-Brasil e a HP, que desde 2020 vem promovendo ações de restauração ecológica e produtiva em áreas estratégicas do bioma, contribuindo para a segurança hídrica, o clima, a biodiversidade e o fortalecimento das comunidades locais.

Durante o encontro, foram apresentados os resultados do projeto “Restauração da Mata Atlântica: Corredores de Vida e Segurança Hídrica”, desenvolvido por onze instituições que, em conjunto,  já restauraram mais de 700 hectares de florestas nativas, com o plantio de 600 mil mudas de espécies da Mata Atlântica, beneficiando 33 municípios em seis estados brasileiros. O evento também promoveu um espaço de diálogo entre organizações integrantes do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica e da Rede Trinacional pela Restauração da Mata Atlântica, que juntos discutiram desafios e estratégias para ampliar o impacto das ações no  bioma.

O Mater Natura, através do projeto Reconecta Alto Paraná, atua como um dos parceiros técnicos da iniciativa,  sendo o responsável pela restauração de 200 hectares com o plantio de 216 mil mudas. As ações contribuem diretamente para a proteção de nascentes e áreas de recarga do Aquífero Guarani, o maior reservatório transfronteiriço de água doce subterrânea do planeta. A atuação também fortalece cadeias locais de restauração por meio da geração de empregos, capacitação de comunidades rurais e parcerias com viveiros e prestadores de serviços ambientais da região.

A participação reafirma o compromisso da instituição com a conservação da biodiversidade, a promoção da sustentabilidade socioeconômica e a valorização das comunidades locais como agentes fundamentais na recuperação dos ecossistemas brasileiros. O encontro “Conexões Vivas” ao reunir organizações, pesquisadores e comunidades que atuam na linha de frente da restauração, reforça que restaurar  a Mata Atlântica é um trabalho coletivo e de longo prazo, que depende da permanência nos territórios, da cooperação e do fortalecimento institucional de todos os parceiros envolvidos.

A iniciativa promoveu pesquisas e estudos sobre pagamento por serviços ambientais, sequestro de carbono e modelos produtivos sustentáveis, consolidando a base técnica e científica da restauração. Construindo uma rede sólida formada por ONGs, universidades, empresas, governos e comunidades locais, o projeto demonstra que a restauração é um vetor de desenvolvimento sustentável e bioeconomia, promovendo o equilíbrio entre natureza, sociedade e economia.

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