Dia 13 de março é Dia do Conservacionismo, data que homenageia John Muir, um dos pioneiros do movimento ambientalista no mundo. O conservacionismo surgiu das preocupações com o futuro do planeta. Vendo a maneira que os recursos naturais eram utilizados, sem precaução e equilíbrio, especialistas se reuniram para discutir o que é hoje uma das maiores ferramentas de proteção ambiental.
Conheça a história:
Nos anos 60, o processo de industrialização da economia global, abriu portas para problemas socioambientais em larga escala como poluição, desigualdade e violência. Prosperava um modelo de produção sem a preocupação com uso equilibrado de recursos, e uma visão separada entre “mundo humano” e “mundo natural”.
Preocupados com as consequências da ação humana sobre a natureza e os impactos na qualidade de vida, especialistas e estudiosos se reuniram, formando o denominado “Clube de Roma”, pioneiro na discussão sobre a necessidade de utilizar recursos naturais com cuidado e planejamento. A partir daí, se fortaleceu a concepção de que humanos e natureza estavam totalmente interligados.

Na sequência, outro marco na busca por equilíbrio entre desenvolvimento econômico e redução da degradação ambiental foi a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, também conhecida como Conferência de Estocolmo, realizada entre os dias 5 a 16 de junho de 1972 na capital da Suécia, Estocolmo.
Após estes eventos surgiram as primeiras estruturas governamentais de gestão ambiental (ministérios, secretárias) e legislações ambientais para licenciar e fiscalizar intervenções humanas na natureza, e se tornaram mais frequentes reuniões globais para discutir a conservação ambiental. A ciência ecológica entrou em avanço e foram criados métodos de manejo sustentáveis para o uso de recursos naturais.

Em geral, 20 ou 30 chefes de Estado costumavam comparecer a uma conferência da ONU. No caso da Rio-92, mais de 100 marcaram presença. Foto: UN PHOTO
Hoje, a ciência encontrou grandes avanços em novas tecnologias e, também, na valorização de saberes ancestrais. No Brasil, foram realizadas conferências sobre meio ambiente e clima, como a Rio-92 e a COP-30 da Conferência da ONU para o Clima. Em tempos de crise climática, a conservação ambiental encontrou seu protagonismo, ao se mostrar como uma alternativa para enfrentar o aquecimento global e frear as ameaças à sobrevivência do planeta.
A legislação brasileira foi fortalecida com leis ambientais, instaurando políticas como o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), com a criação e manutenção de UC’s; o fortalecimento de práticas sustentáveis no país, no planejamento de uso do solo e práticas de manejo florestais e agrícolas; o financiamento para OSCs, a prevenção a danos nos biomas brasileiros e a criação de órgãos como o Ibama e o ICMBio.
Nesta data, ao relembrar uma história importante, reforçamos a importância da conservação na busca por um futuro saudável para o planeta. Porque conservar é confiar na ciência e acreditar na importância da natureza para a sobrevivência humana.
Para saber mais:
- Breve histórico do pensamento conservacionista no Brasil, de Vânia regina Pivello – Docente na USP
- 30 anos da Rio-92: o legado da ‘maior conferência ecológica de todos os tempos – BBC Brasil


