Novo projeto do Mater Natura apoia biodiversidade e populações litorâneas do Paraná

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Em outubro de 2022 teve início o centésimo projeto do Mater Natura, Olha o Clima, Litoral!, aprovado na Seleção Pública 2021 de projetos do Programa Petrobras Socioambiental. Desenvolvido em parceria com o Instituto de Biociências, Câmpus do Litoral Paulista (IB-CLP) da Universidade Estadual Paulista (UNESP), terá duração de 24 meses.

O Programa Petrobras Socioambiental é composto pelas linhas de atuação Educação, Desenvolvimento Econômico Sustentável, Oceano, Florestas e Clima. Essas linhas podem ser trabalhadas de forma isolada ou integrada para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS). O projeto Olha o Clima, Litoral! enquadra-se na linha de atuação de Clima e tem foco na conservação e restauração de manguezais e ambientes associados no litoral paranaense. 

Esses ambientes ocorrem em estuários, que são regiões protegidas do mar aberto onde se dá o contato entre a água salgada do mar e doce dos rios. Por essas razões, os estuários são regiões muito produtivas, de rica biodiversidade e de grande relevância como prestadoras de serviços ambientais.

Projeto abrangerá sete municípios do litoral paranaense e terá ações de restauração e socioambientais com foco em Antonina/PR

Manguezais e ambientes associados têm sido impactados pela invasão de espécies exóticas e são vulneráveis aos efeitos da mudança climática, por estarem na interface entre rios e mares e na transição dos meios terrestre e aquático. A elevação do nível do mar pode submergir áreas de baixa altitude, como manguezais e brejos salinos e aumentar a salinidade do estuário, enquanto eventos climáticos extremos podem aumentar a vazão de rios, causando erosão e outros impactos pela redução da salinidade, por exemplo. 

Nesse contexto, o projeto visa desenvolver e implementar, de forma participativa, estratégias e práticas de Adaptações baseadas em Ecossistemas (AbE) dirigidas aos manguezais, brejos salinos e comunidades do litoral do estado do Paraná para torná-los mais resilientes à mudança climática. Com a abordagem da Teoria da Mudança, atuará nas frentes de restauração, modelagem climática, articulação territorial, ações socioambientais e comunicação. 

A restauração visa erradicar um tipo de capim invasor conhecido como braquiária-d’água (Urochloa arrecta) de 6 hectares de manguezais e brejos salinos da baía de Antonina e, assim, propiciar a recuperação dessa área, com monitoramento da recomposição da flora e comunidade de aves. A planta invasora causa a eliminação da flora e fauna original quando em grande densidade, o que impacta em especial espécies ameaçadas de extinção, como o bicudinho-do-brejo (Formicivora acutirostris). 

A erradicação da braquiária-d’água será feita por manejo mecânico, com roçadeiras e sem aplicação de produtos químicos. A experiência, bem como os cuidados que moradores e frequentadores dos estuários podem adotar para contribuir com o processo de restauração e conservação serão tema de uma cartilha, para que possam ser divulgados e replicados. 

Outro foco do projeto será realizar um mapeamento das possíveis alterações na distribuição geográfica de manguezais e brejos salinos com base em projeções futuras de elevação do nível do mar, como uma das ferramentas para avaliar vulnerabilidades regionais e indicar áreas prioritárias para ações de Adaptações baseadas em Ecossistemas (AbE). Modelagens ainda devem quantificar os estoques de carbono dos estuários e suas possíveis variações por consequência da mudança climática.

Ao longo dos 24 meses, será também realizado um diagnóstico integrado e colaborativo envolvendo análise de demandas e oportunidades para a conservação de manguezais e ambientes associados dos sete municípios do litoral paranaense. O objetivo é ampliar o debate, a atuação em rede e o fortalecimento da gestão integrada do território junto aos diversos atores e públicos.

Por fim, ações socioambientais envolvendo pescadores artesanais da baía de Antonina e comunidades locais serão realizadas para identificar o uso dos recursos naturais e discutir estratégias de conservação ambiental e manutenção da qualidade de vida, incluindo reflexões sobre a mudança climática e seu impacto local. Alunos e professores da rede pública de ensino e da escola técnica de Antonina serão incluídos em diversas ações para que possam atuar omo multiplicadores das ações formativas.

A equipe multidisciplinar

A equipe do projeto é composta por Marcos R. Bornschein (coordenador), Anabel de Lima, Anne Zugman, Bruno de Morais Guerra, César C.V. Tavares, Elielson Marcelino, Helena Zarantonielli da Costa, João Guimarães, Juliana Ventura de Pina, Juliana Vitulskis, Karina Luiza de Oliveira, Larissa Teixeira, Paulo A. Pizzi  e Ricardo Pamplona Campos. 

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