Zona Livre de Braquiária: uma proposta para a conservação do Bicudinho-do-brejo na APA de Guaratuba (PR)

Financiador: Fundação Grupo Boticário
Início: 2012
Término: 2013
Financiador: Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza

 

Zona Livre de Braquiária: uma proposta para a conservação do bicudinho-do-brejo na APA de Guaratuba (PR)

 

Participação do Mater Natura no Projeto: Instituição proponente e executora.

Parceiro: Reserva Bicudinho-do-brejo

Financiador: Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza

Equipe Executora:
Coordenadora: Bianca Luiza Reinert
Técnicos: Marcos Ricardo Bornschein; Daiane Diniz Sobotka e Fernanda
Fernandes Cordeiro de Lima

 

Descrição

O projeto foi focado em ações práticas para a conservação do bicudinho-do-brejo, especificamente atacando um dos pontos mais problemáticos, que é a contaminação biológica causada por capins exóticos africanos nos ambientes de sua ocorrência: os brejos. As braquiárias-d’água são invasoras muito disseminadas e de alto poder de impacto nos brejos de maré e aparentemente não existe barreira para a sua dispersão sobre plantas herbáceas exceto a possível salinidade da água. Portanto, tentar combater a invasão é fundamental e emergencial.

Considerando-se a escassez de recursos para projetos de controle de exóticas, foi lançado o conceito de se determinar uma “Zona Livre de Braquiária” (ZLB) para a conservação de determinado organismo ou determinado setor de ambiente. Com esse conceito não se objetiva a proposição de uma área mínima para se conservar determinada espécie global ou localmente, mas destacar a necessidade de identificar uma ou mais áreas que prioritariamente devam ser mantidas livres das exóticas quando é impossível o manejo de todas, quer por falta de recurso ou perda irreversível dos ambientes originais.

Para tal, os objetivos do projeto foram os seguintes: 1- Adaptar protocolo para o controle das braquiárias-d’água em áreas úmidas sujeitas a variações do nível da água; 2 – Estimar a área invadida em três setores na APA de Guaratuba; 3 – Conhecer o tamanho do território dos bicudinhos-do-brejo na região da Lagoa do Parado; 4 – Verificar a produtividade de filhotes no estuário da baía de Guaratuba e na Lagoa do Parado e 5 – Propor as “Zonas Livres de Braquiária”.

Este projeto deu origem ao Programa Controle das braquiárias-d´água para a conservação do bicudinho-do-brejo na APA de Guaratuba, visando dar continuidade nas ações de controle deste capim exótico, por um período de quatro anos.

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