#VivaAConservação

Você depende da floresta.
Mais do que imagina.

A água que você bebe. O clima que permite cultivar alimentos. As abelhas que polinizam sua comida. Tudo isso tem um endereço: as Unidades de Conservação. E elas precisam de você.

82% protegido
do litoral paranaense
por Unidades de Conservação — a maior concentração do Brasil
Fonte: UFPR (Paula et al., 2018)
12 milhões
de brasileiros vivem
dentro de Unidades de Conservação de Uso Sustentável
Fonte: ICMBio
19 bilhões
de toneladas de carbono
armazenadas pelas UCs brasileiras — cerca de 28 anos das emissões nacionais
Fonte: IPAM
O que são

Não é só natureza.
É a base que mantém o planeta funcionando.

As Unidades de Conservação (UCs) são áreas legalmente protegidas pelo Estado brasileiro — e representam a principal estratégia global para manter os sistemas naturais que sustentam a vida humana. Água, clima, alimento, biodiversidade: tudo passa por aqui.

Esse mecanismo se chama SNUC — Sistema Nacional de Unidades de Conservação, criado pela Lei 9.985/2000. É organizado em dois grandes grupos: Proteção Integral, onde a natureza é preservada com restrição de uso, e
Uso Sustentável, onde comunidades podem viver e trabalhar em harmonia com o ambiente.

No litoral do Paraná, as Unidades de Conservação cobrem 82% do território — protegendo o maior remanescente contínuo de Mata Atlântica do Brasil, a Grande Reserva Mata Atlântica.

Essas áreas garantem abastecimento de água, regulação do clima, proteção contra desastres e a sobrevivência de espécies que não existem em nenhum outro lugar do planeta.   No vídeo a seguir explicamos mais sobre as Unidades de Conservação, assista já!

Documentário — UCs do Litoral do Paraná Imagens inéditas das Unidades de Conservação da costa paranaense
Por que importam

A natureza trabalha para você,  o tempo todo.

Chamamos isso de serviços ecossistêmicos: benefícios que os sistemas naturais prestam gratuitamente à sociedade. Quando destruímos esses sistemas, esses serviços deixam de existir e nenhuma tecnologia os substitui completamente.

📈
Conservar gera PIB, emprego e receita
Em 2025, o turismo nas UCs federais somou 28,5 milhões de visitas — recorde da série histórica —, injetou R$ 20,3 bilhões no PIB, movimentou R$ 40,7 bilhões em vendas e sustentou 332,5 mil empregos. Para cada R$ 1 investido no ICMBio, o país recebe R$ 16 de volta em PIB. Conservar não freia a economia — sustenta.
Fonte: ICMBio, 2025
💧
Sua água vem da mata
Abra a torneira. Essa água passou por uma floresta antes de chegar até você. Os rios e barragens que abastecem Curitiba e a região metropolitana só se mantêm porque há mata protegida segurando, filtrando e regulando a água nas suas nascentes.
🌡️
Seu clima depende da floresta
As UCs brasileiras armazenam ao menos 19 bilhões de toneladas de carbono — o equivalente a cerca de 28 anos das emissões nacionais. Florestas regulam a temperatura, produzem chuva e amenizam os eventos climáticos. Quando perdemos florestas, perdemos esse amortecedor natural.
🐝
Sua comida depende das abelhas
Cerca de ⅓ de tudo o que comemos depende de polinizadores: abelhas, borboletas, pássaros e morcegos que vivem nos ecossistemas protegidos. Sem as UCs, sem polinizadores. Sem polinizadores, sem frutas, hortaliças ou café.
🌊
Oceano, floresta e fauna: um sistema só
Mangues protegidos nas UCs costeiras são berçários de peixes e crustáceos que abastecem a pesca artesanal. Tudo está conectado — e as UCs são os nós que mantêm essa rede de pé.
🌱
A biodiversidade é um seguro de vida
Cada espécie preservada representa potencial para novos medicamentos, soluções agrícolas e adaptações às mudanças climáticas. As UCs são o maior repositório vivo do Brasil. Quase 12 milhões de brasileiros vivem dentro de Unidades de Conservação de Uso Sustentável.
Imagens das UCs do litoral do Paraná
Colhereiro entre raízes de mangue
ColhereiroPlatalea ajaja · mangues do litoral
Raízes aéreas do mangue vermelho
Raízes do mangueESEC Guaraqueçaba
Arco-íris sobre as Ilhas dos Currais
Arco-íris sobre o marPNM Ilhas dos Currais
Brachycephalus, sapinho-pingo-de-ouro
BrachycephalusSapinho endêmico · Saint-Hilaire/Lange
Entardecer sobre o estuário com raios de sol
Entardecer no estuárioBaía das Laranjeiras
Flor de mulungu
Mulungu em florErythrina · Mata Atlântica
Mangue aéreo com canais
Mangue visto de cimaRPPN Papagaio-de-cara-roxa
Coral cérebro amarelo em recife
Coral cérebroRecife das Ilhas dos Currais
Bicudinho-do-brejo em juncal
Bicudinho-do-brejoEspécie endêmica
Vista aérea sobre o Vale do Gigante
Vale do GiganteParque Estadual
Frutos rosa de palmeira da Mata Atlântica
Frutos da florestaPalmeira nativa
Litoral visto de cima — mar, pedras e floresta
Litoral aéreoMar, pedras e Mata Atlântica
Dossel da Mata Atlântica
Dossel intocadoPE Serra da Graciosa
Papagaio-de-cara-roxa
Papagaio-de-cara-roxaRPPN Papagaio
Baía de Guaratuba com reflexo da serra
Baía de GuaratubaSítio Ramsar
Serra coberta de mata
Serra do MarPARNA Saint-Hilaire/Lange
Peixes-sargento sobre recife
Recife vivoPNM Ilhas dos Currais
Vista aérea da cidade junto à mata
Cidade e mataMorro do Escalvado · Matinhos
Flores amarelas de Senna
Senna em florMata Atlântica
Frutos vermelhos sobre folha
Frutos do sub-bosqueAlimento para a fauna
Sementes vermelhas e pretas de olho-de-cabra
Olho-de-cabraSementes nativas
As ameaças

Enquanto a floresta está de pé,
o risco parece distante. Mas é real.

Em 2026, uma combinação de retrocessos legislativos, dificuldades de fiscalização e falta de regularização fundiária coloca em risco décadas de avanços.

PRESSÕES POLÍTICAS
Pode ficar mais difícil criar novas UCs
Hoje, criar uma UC é relativamente simples — pode ser feito por decreto do Poder Executivo. Já reduzir ou extinguir uma UC só é possível por lei específica, aprovada pelo Congresso. Propostas em tramitação querem mudar justamente a parte fácil: passariam a exigir aprovação do Congresso também para criar novas UCs — o que, na prática, trava a criação de novas áreas protegidas.
PRESSÕES TERRITORIAIS
Avanço sobre o que resta da Mata Atlântica
Caça e pesca ilegal, extração clandestina, expansão agropecuária e grandes obras avançam sobre áreas protegidas. No litoral do PR, a nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental abre brechas para o aumento do desmatamento.
PRESSÕES AMBIENTAIS
Novos desafios para os ecossistemas
Espécies exóticas invasoras, incêndios florestais, secas extremas e invasões humanas, além das próprias mudanças climáticas, criam novos desafios — exigindo cada vez mais recursos, ciência e gestão ativa para manutenção dos ecossistemas.
DESINVESTIMENTO
Territórios imensos sem fiscalização
Um descaso orçamentário crônico deixa sem fiscalização territórios imensos e vulneráveis. Quando uma UC perde proteção, não é só a floresta que recua. É a água. É o clima. É a comida. É o futuro.
Alerta verde

Projetos de Lei atacam o SNUC no Congresso

Em 2026, estão em tramitação no Congresso Nacional propostas que, se aprovadas, enfraquecem diretamente o sistema de proteção das Unidades de Conservação.

PLP 223/2024

Quem vai decidir o futuro das florestas?

Hoje, criar ou modificar uma UC depende de estudos científicos, consultas públicas e critérios técnicos — conduzidos pelo ICMBio, Ibama e MMA, com contribuição das universidades e participação da sociedade. O PLP 223/2024 tira essa responsabilidade dos especialistas e entrega ao Congresso Nacional. Não é uma reforma. É entregar a chave da floresta para quem quer derrubá-la.

Risco direto para você

Sem o escudo técnico do SNUC, UCs podem ser reduzidas, rebaixadas ou extintas por pressão política — menos floresta protegida, menos água nos mananciais e menos proteção para as comunidades que dependem dessas áreas.

PL 1140/2022

Mineração dentro de áreas protegidas

Altera a Lei do SNUC para garantir a exploração de recursos minerais em Unidades de Conservação de Uso Sustentável — categoria que inclui Florestas Nacionais, Reservas de Desenvolvimento Sustentável e Áreas de Proteção Ambiental.

Risco direto para você

Abre precedente para mineração em áreas que hoje protegem biodiversidade, mananciais e territórios de comunidades tradicionais. Mineração e conservação são atividades incompatíveis — onde uma avança, a outra recua.

PL 849/2025

Redução de UC costeira em Santa Catarina

Propõe retirar da proteção federal a área terrestre da APA da Baleia Franca — uma das maiores UCs costeiras do Brasil, com 156.867 hectares, criada para proteger a baleia-franca-austral, espécie ameaçada de extinção. O próprio ICMBio emitiu nota técnica recomendando o arquivamento do projeto.

Risco direto para você

A remoção da fiscalização federal abre caminho para especulação imobiliária em uma das regiões costeiras mais sensíveis do Sul do Brasil — com impacto direto sobre ecossistemas marinhos, pesca e qualidade de vida das comunidades litorâneas.

PL 2381/2021 · PL 4245/2019

Flexibilização de UCs marinhas

Propõem alterações em Unidades de Conservação marinhas e costeiras, reduzindo níveis de proteção ou modificando limites sem garantias de compensação equivalente.

Risco direto para você

Enfraquecimento da proteção dos ecossistemas marinhos — berçários de peixes e crustáceos que sustentam a pesca artesanal e a segurança alimentar de milhões de brasileiros no litoral.

PL 2420/2021

A categoria “mista” como brecha

Cria o Programa de Ampliação e Regularização de UCs Federais e institui a possibilidade de UCs de categoria “mista” — classificação sem definição consolidada na legislação brasileira. Também autoriza a exclusão de áreas das UCs onde não tiver ocorrido indenização a proprietários privados.

Risco direto para você

A categoria “mista” pode ser usada para rebaixar o nível de proteção de áreas hoje classificadas como Proteção Integral — sem que isso apareça formalmente como um retrocesso. Uma brecha jurídica com consequências concretas para florestas, água e biodiversidade.

PL 3415/2015

Atividades no entorno de áreas de proteção integral

Cria a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável do Agricultor Familiar no Entorno de UCs de Proteção Integral, regulamentando atividades econômicas nas zonas de amortecimento. O objetivo social é legítimo, mas pode abrir precedente para agronegócio de escala, especulação fundiária e exploração madeireira.

Risco direto para você

Sem um cinturão de proteção efetivo, a floresta protegida por dentro começa a ser consumida pelas bordas — de forma gradual, quase imperceptível, mas irreversível.

Manifesto
"A floresta não decora o planeta.
A floresta é fundamental para o planeta."

Conservar não é preservar o passado numa redoma. É garantir que o futuro tenha condições de existir. As Unidades de Conservação não são monumentos. São sistemas vivos, complexos e dinâmicos que prestam serviços essenciais todos os dias, para milhões de pessoas que sequer sabem que dependem deles.

Conservar a vida. Conservação é vida. #VivaAConservação
O que você pode fazer

A conservação não acontece
só na floresta.

Acontece nas escolhas de cada um. As Unidades de Conservação dependem de política pública, de ciência e de participação social.

Se você é cidadão:

  • Informe-se sobre as UCs da sua região e compartilhe informação confiável
  • Denuncie práticas ilegais aos órgãos competentes (ICMBio, Ibama e IAT)
  • Participe de conselhos gestores e audiências públicas
  • Apoie projetos e organizações que promovem a conservação
  • Pratique o turismo responsável e a ciência cidadã
  • Defenda orçamento e políticas públicas ambientais
  • Apoie a bioeconomia local e o extrativismo sustentável
  • Evite disseminar espécies exóticas

Se você representa uma organização:

  • Junte-se à campanha como organização apoiadora
  • Amplie o alcance dessa mensagem nos seus canais
  • Apoie financeiramente as organizações que trabalham com conservação
  • Adote práticas sustentáveis em sua cadeia produtiva
Proprietários rurais

Tem uma propriedade rural?
Crie uma RPPN.

A Reserva Particular do Patrimônio Natural é uma categoria de UC criada em propriedades privadas — de forma voluntária e perpétua. É uma forma direta de contribuir com a conservação no litoral paranaense.

Seminário

Conhecimento em movimento.
Um encontro sobre o futuro das UCs.

A campanha #VivaAConservação realizará um seminário aberto reunindo gestores de Unidades de Conservação, pesquisadores, comunidades tradicionais, organizações e cidadãos interessados em discutir os caminhos da conservação no litoral do Paraná.

A definir
2026
Litoral do Paraná
Local em definição · Formato híbrido (presencial + online)
📅 Em planejamento

Seminário #VivaAConservação — Proteger hoje para existir amanhã
Fortalecimento das Unidades de Conservação no Litoral do Paraná

Dois dias de mesas-redondas, palestras e painéis para aprofundar o debate sobre os desafios, oportunidades e caminhos da gestão participativa nas Unidades de Conservação. Evento aberto ao público.

Eixos da programação · preliminar

  • Eixo 01
    Dia 1 · manhã
    Panorama e governança do SNUC no Litoral
    Programa Biodiversidade Litoral, Grande Reserva Mata Atlântica, Mosaico Lagamar, ICMS Ecológico, Reservas da Biosfera
  • Eixo 02
    Dia 1 · tarde
    Gestão pública e participação social
    Diálogo UC na APA de Guaratuba, lideranças comunitárias, grandes empreendimentos e Nova Lei de Licenciamento
  • Eixo 03
    Dia 2 · manhã
    Monitoramento, restauração e pesquisa
    Restauração ecológica em UCs e RPPNs, cadeia da restauração, monitoramento de fauna e ciência cidadã
  • Eixo 04
    Dia 2 · tarde
    Uso público, turismo e o papel das RPPNs
    Trilha de longo curso de Superagui, cicloturismo, turismo de base comunitária, Juçara, PSA e incentivos fiscais
Jogo educativo

Fato ou Mito? A floresta entra na sala de aula.

15 perguntas para testar o que você sabe sobre as Unidades de Conservação — e desfazer alguns dos mitos mais comuns sobre conservação no Brasil.

Pergunta 01 / 15
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Você acertou
A resposta correta é FATO

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0 / 15
Conservação é uma construção coletiva.

Compartilhe esse quiz com quem ainda acha que as UCs são só "área pintada no mapa".

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Realização Mater Natura — Instituto de Estudos Ambientais
Financiamento Programa Biodiversidade Litoral do Paraná

Esta campanha é financiada pelo Programa Biodiversidade Litoral do Paraná, com recursos do Termo de Acordo Judicial celebrado entre o Ministério Público Federal, o Ministério Público do Estado do Paraná e a Petrobras, sob interveniência do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).