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Olá, .

Tem algo de poderoso em ecossistemas que resistem.

O manguezal segura a força do mar com naturalidade. O brejo salino filtra, abriga, regenera, mesmo quando foi degradado. E as aves voltam, sempre que encontram um ambiente saudável.

Mas as mudanças climáticas continuam avançando. E outras pressões ambientais também. É por isso que o projeto Olha o Clima, Litoral! está iniciando sua segunda fase, que vai até 2030.

Depois de quase três anos de trabalho no litoral do Paraná (de 2022 a 2025), ficou bem claro para nós: adaptação climática precisa de prática, ação territorial e continuidade.

monitoramento aves olha o clima litoral

Maria Fernanda Rivas, ornitóloga responsável pelo monitoramento de aves do projeto em campo na fase II do projeto - foto: Jenifer da Silva Gonçalves


Na primeira fase, restauramos 6,67 hectares de manguezais e brejos salinos que estavam tomados por braquiárias-d’água, um capim que é uma espécie exótica invasora. E isso é proteção costeira, é apoio à pesca artesanal, é biodiversidade, é mais carbono capturado, é usar a própria natureza como solução.

A diversidade de aves praticamente dobrou nas áreas restauradas, de 27 para 50 espécies. O bicudinho-do-brejo, passarinho ameaçado de extinção que só existe no litoral sul do Brasil, ganhou ambientes com mais qualidade para viver e se reproduzir.

Manguezais estão entre os ecossistemas que mais capturam carbono no planeta — chegando a armazenar até 4 vezes mais carbono por hectare que florestas tropicais maduras. Restaurar essas áreas não é só conservação, é estratégia climática.

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Baía de Antonina, onde faremos a restauração ecológica de até 15 ha de manguezais e brejos salinos pelo projeto, até 2030 - foto: Larissa Teixeira

Mas essa e outras soluções dependem também, e muito, das pessoas.

Por isso, atuamos com cerca de 300 pescadores e pescadoras artesanais, entendendo as comunidades locais e construindo soluções junto com quem vive do território. Sensibilizamos quase 500 estudantes e capacitamos cerca de 50 educadores da rede pública de ensino. Produzimos materiais educativos, organizamos eventos, conectamos instituições.

Também fortalecemos a governança ambiental local, com diagnósticos, estudos, banco de dados, recomendações estratégicas e muito diálogo. Porque a adaptação climática depende de ações individuais, coletivas e públicas.

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Evento de apresentação de resultados da primeira fase do projeto para parceiros, comunidade local, poder público e outros atores - foto: Maria Eunice Razera da Silva


Agora, na fase II, o desafio está maior:

Vamos restaurar até 15 hectares de manguezais e brejos salinos e monitorar mais aves que vivem nesses ecossistemas. Uma novidade é que vamos realizar estudos sobre manguezais urbanos em Paranaguá.

Teremos oficinas e encontros técnicos para apoiar os municípios na implementação de estratégias de adaptação climática.

Vamos expandir a atuação com pescadores e pescadoras com a ação Manguezal Limpo, enfrentando a poluição e apoiando no controle de espécies exóticas invasoras. E continuaremos contribuindo com a educação ambiental nas escolas públicas, com produtos educativos e apoio para o uso desses materiais.

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Equipe de restauração ecológica na primeira ida à campo da fase II. Foto: Maria Fernanda Rivas

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Equipe socioambiental junto aos representantes da Colônia de Pescadores de Antonina - foto: acervo Mater Natura

E nós já começamos! Iniciamos a articulação com gestores públicos e parceiros estratégicos. Nossas equipes foram a campo e encontraram as áreas restauradas bem conservadas, precisando de pouca manutenção. 

As mudanças climáticas não param, mas a gente também não. Seguiremos, restaurando ecossistemas e fortalecendo comunidades para enfrentá-las.

Acompanhe de perto essa nova fase aqui com a gente e nas nossas redes sociais: Instagram e Facebook e Linkedin.

A propósito, dia 10/05 foi Dia Mundial das Aves Migratórias, saiba mais no nosso Insta.

E saiba mais detalhes sobre a segunda fase do projeto aqui.

Até a próxima,

Equipe do projeto Olha o Clima, Litoral!

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O projeto Olha o Clima, Litoral! é realizado pelo Mater Natura em parceria com a Petrobras, através do Programa Petrobras Socioambiental.

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