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saiba o que vem por aí ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏
Olá, . Tem algo de poderoso em ecossistemas que resistem. O manguezal segura a força do mar com naturalidade. O brejo salino filtra, abriga, regenera, mesmo quando foi degradado. E as aves voltam, sempre que encontram um ambiente saudável. Mas as mudanças climáticas continuam avançando. E outras pressões ambientais também. É por isso que o projeto Olha o Clima, Litoral! está iniciando sua segunda fase, que vai até 2030. Depois de quase três anos de trabalho no litoral do Paraná (de 2022 a 2025), ficou bem claro para nós: adaptação climática precisa de prática, ação territorial e continuidade.
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Maria Fernanda Rivas, ornitóloga responsável pelo monitoramento de aves do projeto em campo na fase II do projeto - foto: Jenifer da Silva Gonçalves Na primeira fase, restauramos 6,67 hectares de manguezais e brejos salinos que estavam tomados por braquiárias-d’água, um capim que é uma espécie exótica invasora. E isso é proteção costeira, é apoio à pesca artesanal, é biodiversidade, é mais carbono capturado, é usar a própria natureza como solução.
A diversidade de aves praticamente dobrou nas áreas restauradas, de 27 para 50 espécies. O bicudinho-do-brejo, passarinho ameaçado de extinção que só existe no litoral sul do Brasil, ganhou ambientes com mais qualidade para viver e se reproduzir. Manguezais estão entre os ecossistemas que mais capturam carbono no planeta — chegando a armazenar até 4 vezes mais carbono por hectare que florestas tropicais maduras. Restaurar essas áreas não é só conservação, é estratégia climática.
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Baía de Antonina, onde faremos a restauração ecológica de até 15 ha de manguezais e brejos salinos pelo projeto, até 2030 - foto: Larissa Teixeira
Mas essa e outras soluções dependem também, e muito, das pessoas. Por isso, atuamos com cerca de 300 pescadores e pescadoras artesanais, entendendo as comunidades locais e construindo soluções junto com quem vive do território. Sensibilizamos quase 500 estudantes e capacitamos cerca de 50 educadores da rede pública de ensino. Produzimos materiais educativos, organizamos eventos, conectamos instituições. Também fortalecemos a governança ambiental local, com diagnósticos, estudos, banco de dados, recomendações estratégicas e muito diálogo. Porque a adaptação climática depende de ações individuais, coletivas e públicas.
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Evento de apresentação de resultados da primeira fase do projeto para parceiros, comunidade local, poder público e outros atores - foto: Maria Eunice Razera da Silva Agora, na fase II, o desafio está maior:
Vamos restaurar até 15 hectares de manguezais e brejos salinos e monitorar mais aves que vivem nesses ecossistemas. Uma novidade é que vamos realizar estudos sobre manguezais urbanos em Paranaguá. Teremos oficinas e encontros técnicos para apoiar os municípios na implementação de estratégias de adaptação climática. Vamos expandir a atuação com pescadores e pescadoras com a ação Manguezal Limpo, enfrentando a poluição e apoiando no controle de espécies exóticas invasoras. E continuaremos contribuindo com a educação ambiental nas escolas públicas, com produtos educativos e apoio para o uso desses materiais.
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Equipe de restauração ecológica na primeira ida à campo da fase II. Foto: Maria Fernanda Rivas
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Equipe socioambiental junto aos representantes da Colônia de Pescadores de Antonina - foto: acervo Mater Natura
E nós já começamos! Iniciamos a articulação com gestores públicos e parceiros estratégicos. Nossas equipes foram a campo e encontraram as áreas restauradas bem conservadas, precisando de pouca manutenção. As mudanças climáticas não param, mas a gente também não. Seguiremos, restaurando ecossistemas e fortalecendo comunidades para enfrentá-las.
Acompanhe de perto essa nova fase aqui com a gente e nas nossas redes sociais: Instagram e Facebook e Linkedin. A propósito, dia 10/05 foi Dia Mundial das Aves Migratórias, saiba mais no nosso Insta. E saiba mais detalhes sobre a segunda fase do projeto aqui.
Até a próxima, Equipe do projeto Olha o Clima, Litoral!
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O projeto Olha o Clima, Litoral! é realizado pelo Mater Natura em parceria com a Petrobras, através do Programa Petrobras Socioambiental.
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