Atividades do primeiro trimestre do projeto Developing the predictive ecology of plant-animal interactions across space and time

Compartilhe esse conteúdo

22 de março de 2020, notícia publicada pelo Mater Natura – Instituto de Estudos Ambientais.

O projeto Developing the predictive ecology of plant-animal interactions across space and time (“Desenvolvendo a ecologia preditiva das interações planta-animal através do espaço e do tempo”) é financiado pelo European Research Council (ERC), e tem o Laboratório de Interações e Biologia Reprodutiva (UFPR) como responsável pela coordenação técnica, o Swiss Federal Institute for Forest, Snow and Landscape Research (WSL) como parceiro técnico internacional, e o Mater Natura como responsável pela gestão administrativa e financeira.

O projeto visa avaliar a variação espacial da diversidade de interações entre plantas e beija-flores em um gradiente altitudinal da Mata Atlântica com o objetivo de descrever padrões e detectar processos ecológicos que atuam sobre as interações mutualísticas entre estas espécies. Para isso, foram delimitados nove transectos divididos em três cotas altitudinais da Mata Atlântica do Sudeste brasileiro. A cota altitudinal baixa (0-400 m. Acima do Nível do Mar – A.S.L.) está localizada no Parque Estadual da Serra do Mar, núcleo Picinguaba (Ubatuba-SP); a cota altitudinal média (950 – 1560 m a.s.l.), no Parque Estadual da Serra do Mar, núcleo Cunha (Cunha-SP) e a cota altitudinal alta (1850 – 2000 m a.s.l.), no Parque Nacional do Itatiaia (Itatiaia-RJ).

Desde dezembro de 2019 estão sendo realizadas amostragens mensais onde são instaladas, em cada transecto, câmeras de time lapse (figuras 1 e 2), que fazem fotos a cada um segundo, para registro das interações entre as plantas e os beija-flores.

Posicionamento da câmera para registro das interações com os beija-flores
Figura1 – Posicionamento da câmera para registro das interações com os beija-flores.
Câmera instalada para registro das interações com os beija-flores
Figura 2 – Câmera instalada para registro das interações com os beija-flores.

Ainda, mensalmente são realizadas contagens das flores de cada transecto, avaliação da concentração de néctar e características morfológicas das flores (Figura 3). Até o presente momento já foram registradas mais de 1000 interações entre mais de oito espécies de beija-flores e 30 espécies de plantas.

Imagem de uma flor de Alstromaeria sp. para obtenção dos dados morfológicos
Figura 3 – Imagem de uma flor de Alstromaeria sp. para obtenção dos dados morfológicos.
Registro de um Ramphodon naevius polinizando uma Heliconia sp.
Figura 4 – Registro de um Ramphodon naevius polinizando uma Heliconia sp.

A partir de março, por conta da atual pandemia do coronavírus (Covid-19) e consequente fechamento dos parques nacionais e estaduais, as amostragens em campo estão interrompidas até a normalização da situação no país. Mas, assim que possível, esperamos que fique tudo bem e que possamos dar continuidade às amostragens e obtenção dos dados.

 

Inscreva-se em nossa Newsletter

Receba mensalmente o nosso informativo.

Posts Relacionados

Notícias

Mater Natura e ICMBio firmam parceria para restauração no Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange

Acordo prevê cinco anos de ações para restauração da Mata Atlântica, integrando pesquisa científica, ações de manejo e de gestão da Unidade de Conservação O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Mater Natura – Instituto de Estudos Ambientais firmaram um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) inédito para a restauração no litoral

Notícias

Pequenos sapos e a biodiversidade escondida nas montanhas da Mata Atlântica

Sapinho Brachycephalus lulai sobre a ponta de um lápis, destaque para o tamanho minúsculo típico das espécies da Mata Atlântica – Foto: Luiz Fernando Ribeiro Com apenas 10 a 12 milímetros de comprimento, menores que a ponta de um lápis, os sapinhos-da-montanha e os sapinhos-de-barriga-vermelha estão entre os anfíbios mais curiosos da Mata Atlântica. Espécies

Rolar para cima